DIA MUNDIAL SEM CARRO

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20/09/2013

 

Domingo é o Dia Mundial Sem Carro, um dia simbólico para valorizar outras formas de transporte nas cidades. Todos os jornais falarão disso, e o assunto vai inundar as redes sociais, como em todos os anos. Muitos políticos também aproveitarão a agenda para abraçar a pauta - e nós podemos colocar nossa campanha pela tarifa mais barata ainda mais em evidência.

Compartilhe a imagem abaixo e envie o link da petição para os seus contatos, espalhando a proposta de municipalização da CIDE, o imposto da gasolina. Assim, os prefeitos poderão utilizar esta verba para baratear tarifas no Brasil todo.

Nesta segunda, a Rede Nossa São Paulo divulgou uma pesquisa revelando que 80% dos paulistanos estão dispostos a usar mais ônibus e metrô (veja todos os dados aqui). Isso mostra a urgência em encontrar uma solução para a mobilidade urbana. Acreditamos que a tarifa é, hoje, uma das partes mais importantes do problema – e que afeta o Brasil todo.

Precisamos aproveitar esta semana para crescer mais a pressão. Compartilhe o link e colete mais assinaturas, por favor: www.change.org/tarifamaisbarata. Vamos tentar chegar a 50 mil assinaturas!

Ah! E não se esqueça de deixar o carro em casa no domingo (e sempre que possível!).

 

"O dia mundial sem carro foi criado como forma de reflexão sobre a poluição do meio ambiente e como podemos buscar soluções para o transporte dos grandes centros urbanos, mostrando para a população que existem outras formas de se locomover.

A ideia do “Car Free Day” foi criada na França e entrou em ação no ano de 1998, sendo adotada por trinta e cinco cidades do país. Rapidamente a ideia foi difundida em vários países da Europa e outros continentes.

O objetivo da comemoração é de que o dia 22 de setembro seja um manifesto contra a poluição ambiental e os problemas que o dióxido de carbono (CO2) tem trazido para a camada de ozônio, o efeito estufa, poluição do ar, doenças respiratórias, poluição sonora, irritabilidade, acidentes com mortes, etc.

Três anos depois, surgiram no Brasil as primeiras manifestações de adesão ao manifesto, chegando ao número de cem cidades engajadas na ação. Porto Alegre, São Paulo, Belo Horizonte, Salvador, Natal, Belém e Campo Grande são algumas delas.

É preciso enxergar que pequenas ações podem transformar o mundo. Existem pessoas que não vão a uma farmácia, na esquina de sua casa, a pé. Isso é um absurdo, pois poderia aproveitar esse momento para fazer uma pequena caminhada, além de economizar combustível e não poluir o planeta.

Ao contrário dessas, outras pessoas têm adotado a bicicleta como meio de transporte. O problema do uso das bicicletas é que não existem bicicletários (estacionamentos próprios para as mesmas) distribuídos pelas cidades. Mas a ideia de usá-la é ótima, pois é um meio de transporte sustentável. Além disso, seria necessário que houvesse mais ciclovias, a fim de facilitar o trajeto dos ciclistas.

Na França, o governo promove aluguel de bicicletas a preços bem baixos, a fim de incentivar a população a utilizá-las com meio de transporte. Montam-se estandes de locação, distribuídos por vários pontos de uma mesma cidade. Além disso, é uma forma de o governo aumentar sua arrecadação.

O rodízio de carros também é uma excelente forma de diminuir a poluição atmosférica e os engarrafamentos das grandes cidades. Porém, a única cidade brasileira que adotou a rotatividade seletiva foi São Paulo. O rodízio foi implantado através da Lei nº 12.490/97 e funciona nos horários de pico. Toda segunda-feira, carros com placas de final 1 e 2 são proibidos de circular entre as 7h e 10h e depois no período das 17h às 20h. As regras são seguidas em todos os dias da semana, trocando apenas os finais das placas dos carros. Os motoristas que não respeitam as leis são multados, perdem quatro pontos na carteira.

A criação americana dos carros flex também foi um avanço tecnológico que favoreceu o meio ambiente, pois o álcool etílico é menos poluente que a gasolina. Mas a intenção dos Estados Unidos não foi essa, na verdade buscavam uma forma de não ficarem na dependência da aquisição de petróleo da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), principalmente os da região do Golfo Pérsico.

No dia mundial sem carro, algumas cidades brasileiras têm utilizado as áreas de estacionamento como local de lazer, sendo chamadas de áreas verdes. Em Belo Horizonte fecha-se ruas, exclusivamente para os pedestres.

Brasília também adota essa medida, não somente no dia 22 de setembro. Todos os domingos o eixo rodoviário é fechado para o tráfego de carros, tornando-se numa enorme área de diversão para crianças, jovens, adultos e idosos, o eixão do lazer.

Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia"