Mobilização da Plataforma Terráqueos pelo bem-estar dos animais abandonados em Contagem

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22/08/2018


Promover o bem-estar das pessoas, do planeta e dos animais. Essa é a proposta da Plataforma Terráqueos, projeto pedagógico e educacional do Colégio Santo Agostinho Contagem. Com oito anos de existência, a Plataforma vem mudando o rosto da escola, trazendo mais sensibilidade no olhar e na relação com o próximo, tecendo a compreensão de que ser humano, planeta e animais convivem em mútua dependência: o bem-estar, destino e a sobrevivência de um estão intimamente ligados ao bem-estar, destino e sobrevivência de todos.

Assim, faz todo sentido organizar a coleta seletiva do lixo, encaminhar dispositivos eletrônicos para reforma e reutilização, reduzir o uso de folhas impressas, copos e canudos descartáveis, doar calçados e agasalhos para populações e grupos sociais necessitados, reduzir e compensar a emissão de carbonos plantando árvores na região metropolitana. Esses são alguns exemplos de ações concretas já viabilizadas pela Plataforma Terráqueos no Colégio, desde 2011. Pensar que essas ações educativas geram atitudes e novas maneiras de pensar e agir renova as esperanças: já estão formando, hoje, uma nova geração mais consciente e atuante nessas questões.

Em agosto, os alunos se mobilizaram para uma ação muito importante: oferecer suporte para o trabalho de castração de animais abandonados e em situação de rua na cidade de Contagem. Castrar esses animais é socialmente relevante, sobretudo porque o procedimento vem acompanhado da vermifugação e propicia, a longo prazo, o controle de sua população. A proliferação descontrolada de gatos e cachorros abandonados nos meios urbanos traz riscos para a saúde de todos. Em parceria com a ONG Proteger, os alunos organizaram a “Sexta doce” – uma mobilização que envolveu a arrecadação de ingredientes para produzir doces que, vendidos no recreio escolar, arrecadaram cerca de R$ 1.200,00 que serão destinados à compra de luvas, seringas e materiais utilizados no procedimento. Segundo Mariana Liceia, coordenadora da ONG Proteger, esse trabalho vem somar forças e respaldar aquilo que é desenvolvido pelos órgãos públicos responsáveis pelo controle de zoonoses, no sentido de cuidar, proteger e controlar a população de gatos e cachorros abandonados pela cidade.

Estudantes que realizaram a "Sexta doce"