Isso não é um show!

Compartilhe

04/11/2016

Breno Leone e Sofia Colen (8º ANO A)


Isso não é um show!

Muitos nem pensam sobre o assunto. Mas é realmente algo importante para se refletir: o uso de animais em circos, zoológicos e outros lugares somente para o entretenimento humano. Pode parecer que não, mas os animais que amamos ver andando no zoológico e tirarmos uma foto, e os que dançam no circo, não estão gostando nada disso.

Imagine-se preso por toda a sua vida em um local estranho, mas dito apropriado para sua vivência, onde as únicas coisas que são possíveis fazer são: comer, andar, dormir e ser observado por seres estranhos. Essa é a realidade de muitos animais em zoológicos situados por todo o mundo. Seja no Brasil ou nos Estados Unidos, eles vão sofrer, apesar da visível diferença de condições. Outro exemplo do uso de animais é o circo. São usados para a diversão do público de forma muito sofrida. Muitas vezes enjaulados, são submetidos a vários castigos, como a supressão de alimentos e espancamentos. O outro não precisa sofrer para sermos felizes. Pensamento simples, ótimo, mas de pouca relevância para muitos. Como diz o artigo 10 da Declaração Universal dos Direitos dos Animais: “Nenhum animal deve ser explorado para o divertimento do homem”.

O nosso divertimento é o sofrimento de muitos animais, que sofrem com os castigos, com o stress, falta de liberdade e de uma vida normal e bem vivida. Em vários locais já foram tomadas medidas para mudar essa situação, porém é necessário que todos se mobilizem a respeito desse tema. Pelo bem dos animais, é preciso respeitá-los! Há esperanças. Como dizia Leonardo da Vinci: “Virá o dia em que a matança de um animal será considerada crime tanto quanto o assassinato de um homem”.

 

Breno Leone Ferreira Naves.



Os animais como entretenimento

 

Desde o início de nossas vidas, somos criados com a ideia de que, assim como nós, os animais são seres que possuem individualidades e merecem ser tratados com respeito.

Tenho certeza de que você, leitor, já assistiu a "Dumbo", um elefante de circo, ou "Procurando Nemo", o peixe-palhaço que acaba sendo capturado por um grupo de pesquisadores. Mas será que realmente entendemos a mensagem que esses filmes nos passam?

Sabe-se que no mundo há grande quantidade de circos, parques aquáticos e zoológicos. Esses locais são visitados por milhares de pessoas no ano. Apesar de serem uma forma de lazer para nós, eles carregam consigo vários problemas. Os animais desses estabelecimentos são submetidos a situações degradantes e cruéis. Eles são retirados de seu habitat natural ou, em alguns casos, nascem em cativeiro e ali permanecem durante toda a vida. Acreditar que isso é ética e moralmente aceitável é, no mínimo, ingênuo.

Além da forma como são tratados, já foi comprovado cientificamente que animais de zoológicos, parques e circos vivem muito menos que os selvagens. No documentário "Blackfish", é relatado que uma baleia vive até 100 anos. No parque SeaWorld, em Orlando, elas não passam de 45 anos.

Pelo bem de nossos bichos e preservação do meio ambiente, acredito que o "uso" de animais como entretenimento deveria ser proibido. Mas isso não depende somente de mim. Cabe a nossa geração identificar os problemas dos desenhos animados na realidade e resolvê-los da melhor forma possível.

 

Sofia Gabriela Drumond Colen.

Salvar