O uso dos animais para entretenimento

Compartilhe

07/11/2016

Emanuelle Barros, Bruna Simões e Raphaella Aparecida (8º ANO C)

 



O uso dos animais para entretenimento

            Normalmente, nos finais de semana, muitas famílias e grupos de amigos resolvem passear, para sair da rotina, em busca de diversão. Contudo, destinos comuns, principalmente quando há crianças no meio, são os zoológicos, aquários e circos. As piores partes desses passeios, não tão relevantes ao olhar de muitas pessoas, são as graves consequências do uso dos animais para entretenimento, tanto ao bem-estar do animal, quanto aos numerosos acidentes resultantes dessa integração.

            A exploração animal é reflexo de uma ideia distorcida que prega a existência dos animais para servir os humanos, inclusive para diversão, mesmo que não seja de sua natureza. Privá-los da liberdade, de viver em seu habitat é uma crueldade tamanha e tem um nome: especismo. Por esse pensamento fútil e contra a própria natureza, os animais sofrem com esgotamento físico e mental.

            Essa relação tão próxima entre animais selvagens e humanos também não é muito boa para a nossa espécie, como podemos observar no caso de Harambe, um gorila mantido em cativeiro, que acabou sendo morto com um tiro após tratar com agressividade uma criança que caiu em sua jaula. Muitos internautas condenaram a ação dos guardas referente à morte, culpando a família que não cuidou direito da criança, mas essa posição é superficial.  As causas vão além, a própria existência do zoológico gera situações como essa.

            Há muitas maneiras de entreter-se sem causar danos aos outros. Pode-se ir a circos sem animais, cinemas, teatros, shows, exposições, assistir a esportes, entre outros. Espero que, como hoje achamos inadmissível o uso de escravos para a diversão do senhor (período colonial), amanhã tenhamos a mesma visão sobre o uso desses animais para a diversão dos humanos.

Emanuelle Barros Dias Faria.


 

A doce vida dos cativeiros

             Sempre me chamou a atenção a forma com que os animais se comportam durante os shows ou exposições, e me perguntava: Como eles conseguem obedecer a todos esses comandos? Durante um bom tempo, acreditei que fosse porque eram animais muito espertos, e, de fato, realmente são, mas há um lado negro que justifica essa história.

             O mundo mudou, isto é fato, mas nós estamos acompanhando essa mudança? Estou falando dos animais no entretenimento. Com toda essa ambição e egocentrismo do homem, está se tornando cada vez mais difícil preservar quem pertence à natureza.

         Zoológicos, aquários e circos são uma das formas de maior desrespeito, esses lugares maltratam os animais para que eles façam "um belo show" na frente da plateia. Além de não suprir todas as necessidades deles, criam-nos em lugares muito apertados, sem que possam movimentar-se.

            Creio que um fator muito importante para que não haja mais esse tipo de entretenimento seja a ética de cada um. Isso pode parecer clichê, mas já pararam para pensar o quão desconfortável seria viver à [ou sob a] ordem dos outros? Ninguém tem o direito de se aproveitar das outras pessoas ou animais para alimentar o seu próprio ego.

            Esse "lazer" começa a passar uma mensagem educacional negativa, uma vez que ver os outros animais executando truques que não são naturais em seu dia a dia não ensina nada às crianças (que são o futuro do nosso país) sobre a vida real que esses animais deveriam ter.

 

Bruna Simões Chagas.

 

Liberdade aos animais

              Ir ao circo, zoológico e parques para ver animais “fazendo brincadeiras”. Se soubessem o que esses animais sofrem, provavelmente não gostariam de vê-los “brincando”. Se nem nós mesmos gostamos de ficar presos, imagine esses animais, pense no elefante acorrentado, ou no tigre confinado. Se você pensa que esses castigos são ruins, posso lhe garantir que existem punições piores do que ficar preso, que esses animais usados para nos entreter sofrem.

            Somos uma espécie que pensa ser melhor que as outras, achamos que podemos caçar e capturar os animais para nossa diversão. Não entendo onde está a diversão de ver um animal confinado em uma jaula pequena, ou vê-lo pular com patas queimadas. Ah, todos adoram ver o elefante rolar no chão, amam tirar foto com o tigre e dar comida para os animais na jaula. Porém, poucos que gostam sabem que o elefante foi chicoteado para obedecer, que o tigre foi drogado para não atacar ninguém e o animal na jaula, o simples fato de estar na jaula já basta para me deixar pasma.

              Não devemos julgar o animal por atacar um homem, não devemos matá-los por morderem uma criança bagunceira. Nenhum de nós entende o quanto é estressante viver confinado e ser punido sempre. O que devíamos fazer é parar de bater palma e sorrir para esses “espetáculos”, não diminuir a ida a esses showzinhos de animais, temos que parar por completo. Porque, caros amigos, não há nada tão desumano quanto prender um animal indefeso à força em uma jaula pequena, puni-lo e ganhar dinheiro com sua dor, do jeito que parques, circos e zoológicos fazem.

 

Raphaella Aparecida Santos.


Salvar

Salvar

Salvar

Salvar

Salvar

Salvar

Salvar