Como se aprende solidariedade e respeito?

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Certamente há formas diversas! Mas dentro do projeto Memória e Identidade, optamos por ações concretas e vivenciais de cuidado ao idoso. Por isso os estudantes do 6º ano planejaram e desenvolveram visitas a instituições de longa permanência para idosos, nas quais ofereceram práticas de lazer, cuidado, interação. Além disso, cada turma fez uma campanha interna e coletou gêneros necessários aos abrigados em cada ambiente.

 

Veja abaixo os depoimentos de alunos e pais.

 

A visita que os alunos do 6º ano C fizeram ao asilo Lar Cristo Rei foi uma experiência encantadora. Não pudemos visitar os acamados por recomendação médica, nem os que estavam na EJA (Educação para jovens e adultos) para não atrapalhar sua concentração. Mas os idosos que nos receberam nos surpreenderam.

Alguns alunos eram mais tímidos, outros mais extrovertidos. Alguns eram mais respeitosos, outros mais divertidos. E juntos levaram aos idosos naquele dia um pouco de cor, alegria, frescor, calor humano, leveza e descontração.  

Os idosos internos de lá, por sua vez, deram-nos lições de vida. Fizeram-nos refletir sobre como nossa sociedade trata os mais velhos, quais os direitos das pessoas idosas e quais nossos deveres em relação a eles (e a nós mesmos)!

Mas a maior lição foi o quanto gestos simples possuem um poder enorme de proporcionar alegria. Pudemos ver e sentir isso nos sorrisos, a cada aperto de mão, nos abraços, nas palmas durante as músicas cantadas pelos alunos, na comemoração ao encontrar em sua cartela (com a ajuda de um dos alunos) o número “cantado” no bingo... ou em simplesmente ter um ouvinte atento para as histórias que tinham para contar.

Dona Josefina nos pediu para voltar, pois tinha mais conselhos para dar às meninas: para que estudassem muito e não se casassem cedo... Enquanto a dona Maria, muito vaidosa e de olhos azuis lindíssimos, tentava como uma “cupida” formar um casal com uma aluna e um aluno que caíram na risada. O Sr. Raul me pediu em casamento... Já a dona Lígia queria segurar por mais tempo o violão de uma das alunas, enquanto o Sr. Afonso pediu para levarmos um pandeiro da próxima vez... essas e outras histórias merecem uma continuação.  

Agradeço muito a oportunidade de ter participado da visita, representando os pais daquela turma. Acredito que foi importante e tocante tanto para quem foi visitar quanto para quem ficou lá.

Obrigada.

Cintia Guedes, mãe dos alunos Marcos Luiz Mendes Guedes (6º ano C) e Bernardo José Mendes Guedes (1º ano A).

 

“Achei a visita ao asilo Cristo Rei muito proveitosa para os alunos do 6º ano.  Lá percebi um grande entrosamento e interesse por parte deles, conversando, brincando e buscando conhecer um pouco da história de cada um, enfim interagindo.

Foi de grande valia para mim, como mãe, participar de um projeto como esse, onde vejo que meu filho está tendo a oportunidade de aprender os principais valores da vida como: compaixão, humildade, solidariedade e sentimentos de carinho e amor.

Espero que todos os alunos realmente possam ter absorvido esses valores, levando-os para sua vida. 

Flávia Teixeira, mãe do aluno Lucas Teixeira de Carvalho Costa (6º ano D)

 

Não é a primeira vez que visito um asilo. Meu pai faz parte da SSVP há muitos anos e sempre nos incentivou a praticar a caridade. E eu penso que a visita a estas instituições (asilo, creche) é um ato caridoso. Sempre me emociono. 


Achei muito bonito o encontro entre as duas gerações. Foi visível a alegria e a satisfação dos idosos com a nossa chegada. Os alunos se comportaram de forma  exemplar, interagindo com eles. Achei lindo o carinho deles contando histórias para os velhinhos, que ficaram maravilhados com a beleza dos livros coloridos. Foi uma inversão de papéis, o mais comum são os avós contarem história para os netos, foi emocionante. Na hora do bingo foi uma alegria só. Os idosos ficaram tão contentes com os brindes! Havia umas senhoras que sempre visitam o asilo às quintas-feiras, elas colocaram música para eles dançarem, levaram lanche e bolo de aniversário para comemorar os aniversariantes do mês e pediram aos alunos para distribuir, eles se disponibilizaram prontamente (precisava ver que gracinha o comportamento deles!) Foi uma tarde muito agradável!

Estas visitas nos fazem pensar a vida, o valor da família, da amizade, e me dá pena ver como são carentes de carinho, de atenção. Os acamados, mais ainda. Mesmo sendo bem tratados ali, percebe-se a tristeza no olhar deles por não terem o afago de um lar, a presença de um familiar.

Para as crianças, acho que fica a lição de aprender a valorizar o que eles têm na vida, o aconchego do lar, o carinho da família e aprender também a respeitar as pessoas, principalmente os idosos, sabendo que todos nós um dia o seremos também, e queira Deus que tenhamos por perto as pessoas que amamos.

 Marisa Costa, mãe do João Vitor Costa (6º ano E)

 

 

“Durante a visita ao asilo Lar Cristo Rei, recebi muitas lições e aprendizados, mas antes de contar tudo, vou falar sobre as minhas expectativas. Eu realmente achava que era uma casa com diversas salas em que os idosos ficam lá, mas é muito maior e mais bonito do que eu imaginava.

Lá cantamos, fizemos teatro, rimos, aprendemos e eu chorei, pois lembrei do meu avô, mas “faz parte”.

Amei a visita e todos os idosos que lá encontravam-se. Acho que todos têm que se dar a chance de conhecer um idoso, pois são fofos, adoráveis e têm muitas histórias para compartilhar conosco. Temos que dar mais atenção aos idosos, eles merecem. É muito bom saber que eles estão sendo bem cuidados e que moram em um lugar tão bonito.”

 Clara Louise – aluna do 6º ano C

 

Depois de visitar o asilo Paulo Penido, percebi o quanto os idosos se divertem com crianças e o quanto necessitam de carinho.

O lugar é muito bonito e de boa qualidade, mas nem todos gostam de ficar lá, pois querem suas famílias, e outros são tristes. Eu conheci vários idosos divertidos, que amavam viver e brincar como crianças. Li livros para eles, brinquei e conversei com muitos deles.

Amei ir ao asilo, eu esperava um lugar meio triste, mas isso não se confirmou. Eu aprendi que devemos valorizar o que temos e não reclamar por pouca coisa, pois várias pessoas sofrem sem família, comida e moradia. Alguns são abandonados em asilos e isso é muito triste. Também constatei que a vida que tenho é muito boa.”

Marina Portela – aluna do 6ºano E

 

 

“No dia 29 de agosto, visitei com meus colegas o lar de idosos Cristo Rei.

No primeiro olhar já me apaixonei! Ver aquelas pessoas tão sábias reunidas em um só lugar, animadas com a nossa chegada, foi mais que incrível. Esse momento me fez refletir sobre o quão importante é ajudar e ir a esses locais. São estes pequenos gestos que fazem a diferença no dia daquelas pessoas, que as tornam mais felizes para a vida, com esperança.

Chegamos ao asilo carregados de pacotes de fraldas (doação dos próprios alunos para a instituição). Fomos acolhidos e em seguida fizemos um tour para conhecer o espaço. Fiquei impressionada com o cuidado com os idosos e com o ambiente.

Quando começamos a entrar em contato com os idosos, foi uma emoção. Fiquei tão irradiante que me segurei várias vezes para não chorar.

Organizamos nosso tempo distribuindo amor e afeto através de brincadeiras, leituras, teatrinho, cantoria, bingo e muito bate-papo. Fiquei encantada com a sabedoria de vida de cada idoso e me senti verdadeiramente privilegiada por fazer o dia dos idosos mais feliz, e eles também por me fazerem feliz.

O lugar, as pessoas, os momentos vivenciados ultrapassaram minhas expectativas, que ficarão guardados para sempre na minha memória.

Muito obrigada, equipe do Santo Agostinho, por me proporcionar essa alegria!”

Sofia Manicche – aluna do 6º ano C

 

“Aprendi como é importante amar e respeitar os mais velhos e fazer por eles o que um dia queremos que os outros façam por nós.”

Gabriel Fernandes – alunos do 6º ano E

 

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