Testes de cosméticos em animais poderão ser proibidos mundialmente até 2023

Compartilhe

 

Testes químicos em animais poderão ser proibidos mundialmente de maneira gradual até 2023, de acordo com a União Europeia (UE).

Conforme uma pesquisa realizada pela Eurobarometer, 89% dos cidadãos da Europa estão convencidos de que (UE) o deve ser a porta-voz para conscientização, enquanto 90% acreditam que é preciso estabelecer padrões de bem-estar animal no mundo todo.

O cenário parece ser de transformação, e hoje a opinião pública está mais atenta aos animais e ao meio ambiente. Cerca de 80% dos países ainda autorizam testes em animais para fabricação de cosméticos. É por esse motivo, a União Europeia está lançando um desafio para a proibição internacional de testes químicos em animais antes de 2023.

Os países membros da (UE) já adotaram a medida de fabricar produtos sem crueldade e exploração animal desde 2013, porém a indústria europeia de cosméticos não encerrou a prática completamente e continua a manter os dois milhões de postos de trabalho que realizam as atividades cruéis mesmo após a proibição de testes em animais.

Na União Europeia, a mudança aconteceu com a entrada da Diretiva Europeia 2003/15/CE: todas as substâncias usadas para fazer cremes, shampoos e perfumes devem ser estritamente sem crueldade animal, não somente o resultado final dos produtos, mas também as matérias-primas usadas na criação. No entanto, as fábricas de cosméticos que produzirem ou importaram para União Europeia deverão obrigatoriamente apresentar dados concretos ​​sobre os experimentos feitos em animais ou a comprovação de fabricação sem crueldade animal. A (UE) quer garantir que nenhum produto colocado no mercado tenha sido testado em animais por um país terceiro, o que hoje infelizmente ainda não acontece.

É necessário a conscientização mundial para a exploração de animais na indústria cosmética. Os animais não estão à disposição humana como cobaias ou descarte. Eles são seres vivos e não podem ser mortos pelos interesses humanos e, principalmente, devemos utilizar produtos com a consciência tranquila de que nenhum animal tenha sido submetido a maus-tratos, para a fabricação de artigos supérfluos para bem-estar do humano.

Stefany da Costa