Fabricante de maioneses Bunge anuncia o fim das cruéis gaiolas em bateria

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Anúncio ocorre depois de negociações com o Fórum Animal e outras entidades de proteção animal

No dia de hoje, a Bunge - uma das maiores empresas de alimentos do Brasil e dona das maioneses Salada, Soya e Primor - anunciou que seus produtos passarão a somente utilizar ovos produzidos em sistemas livres de gaiolas. A nova política da empresa, que é fruto de negociações lideradas pelo Fórum Animal, fará com que milhares de galinhas sejam poupadas de uma vida de sofrimento extremo em gaiolas minúsculas. Outras entidades como a Animal Equality e a Humane Society International também dialogaram com a empresa.

Em seu compromisso, a empresa afirma: “A Bunge Brasil se compromete a trabalhar em parceria com seus fornecedores para alcançar o objetivo de utilizar em seus produtos apenas ovos produzidos por galinhas 100% livres de gaiolas até 2025". “Ao anunciar essa política, a Bunge se une a seus principais concorrentes de mercado - Cargill e Unilever - e não deixa dúvidas de que o futuro para todo o setor de maioneses é de uma produção livre de gaiolas. Nossa sociedade não mais tolera o confinamento extremo e cruel de animais”, disse Carolina Macedo, diretora de animais de produção do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal (Fórum Animal), maior rede de entidades da causa no país.

A Unilever - fabricante das maioneses Hellmann’s e Arisco - e a Cargill - fabricante das maioneses Liza e Maria - já tinham anunciado previamente políticas de sustentabilidade que vão eliminar gradualmente o uso de gaiolas em bateria. Outras grandes fabricantes de alimentos como o Grupo Bimbo - dono das marcas de pães e bolos Ana Maria e Pullman - e a fabricante de massas Barilla são outros exemplos de empresas que já se comprometeram. No setor de fastfood, McDonald's, Burger King, Subway, Habib’s,Viena, Frango Assado, Giraffa's, Bob's, Spoleto, Pizza Hut e KFC também já adotaram políticas similares.

A vida das galinhas poedeiras é de tortura. Mais de 95% das cerca de 100 milhões de galinhas usadas na produção industrial de ovos no Brasil passam suas vidas inteiras enclausuradas em gaiolas em bateria. Nessas gaiolas, as aves vivem tão apertadas que não podem sequer se virar ou abrir as asas. Cada gaiola confina de 5 a 10 animais juntos e fornece um espaço menor do que uma folha de papel A4 para cada ave.

A produção sem gaiolas é menos cruel, pois nela os animais podem se mover e realizar a maioria de seus comportamentos naturais, o que reduz significativamente o sofrimento deles.Algumas empresas ainda estão resistindo a essa mudança. Uma delas é o Grupo Pão de Açúcar, maior varejista do país.

 

FONTE: forumanimal.org