Não era esse o combinado!

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Nossa última matéria na casa de D. Tereza foi em abril. Cinco meses se passaram desde então e muita coisa aconteceu.

As pessoas que costumavam doar ração mensalmente pararam de ajudar, porque acharam que ela não precisava mais.

De fato houve uma redução nos números, mas a situação continua grave. Só pra esclarecer, eram 130 cães e 30 gatos. Hoje, são 70 cães e 20 gatos. E não é com a renda de manicure a domicílio que ela conseguirá alimentar os animais.

Quando falta dinheiro, a primeira a sentir fome é a própria D. Tereza. É que ela sempre prioriza os animais e ainda não aprendeu a comer ração.

É preciso explicar também que, de todos os animais que retiramos de lá, e que precisaram de tratamentos, cirurgias, internação, medicação e, principalmente, adoção, alguns estiveram conosco até bem pouco tempo. Não faz nem 10 dias que conseguimos doar o último.

Outro fato também nos impôs esse distanciamento. Alguns animais de D. Tereza adoeceram. Por isso, não poderíamos doá-los e não tínhamos pra onde levá-los. Tivemos que assistir a agonia de alguns deles, até não aguentarem mais.

Foi preciso esperar que eles se restabelecessem, aguardar um tempo de quarentena pra nos certificar de que nenhum outro adoeceria, vacinar novamente e, por fim, esperar mais uma quarentena após a vacinação.

Alguns desistiram e partiram pra uma segunda chance, em outra vida. É certo que estão nascendo por aí, em lotes vagos ou terrenos baldios, precisando de resgate, de novo.

Os que sobraram, e foi a maioria, nem sequer adoeceram. Isso nos confirma o que já sabemos: animais de matilha são mais resistentes e fortes. E esse é o caso dos animais de D. Tereza.

Hoje estão todos vacinados e vermifugados. Claro que muitos deles ainda precisam de cuidados e reforço nas vacinas, mas nada que um bom adotante não possa resolver.

Era hora de voltar, fazer uma nova matéria e mostrar ao mundo que eles continuam existindo.

 

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